A quarta edição da exposição lumínica começa já nesta quarta-feira. Neste ano, a principal aposta é a dimensão sonora, com composições originais assinadas por sete músicos.
Som e imagem: a grande novidade do Serralves em Luz
Halos suspensos de luz incandescente ao redor das árvores; a Casa de Serralves coberta por um mapeamento de vídeo interativo; a Alameda dos Liquidâmbares cortada por feixes luminosos que lembram relâmpagos. A partir desta quarta-feira e até 8 de novembro, o Serralves em Luz volta ao Parque de Serralves com 20 instalações ligadas por um forte impacto visual - e, desta vez, também pelo som.
A dimensão sonora é o elemento novo desta quarta edição, pensada para investigar o diálogo entre luz e escuridão e, com isso, reconfigurar a paisagem ao redor.
Com Nuno Maya novamente como diretor criativo, o Serralves em Luz convidou sete músicos portugueses - Francisco Rebelo, Gonçalo Garcia dos Santos, Inóspita, Maria João, Noiserv, Pedro Antunes e Rodrigo Leão - a compor peças musicais específicas, relacionadas a cada uma das instalações distribuídas pelo recinto.
"A conjugação entre a imagem e o som vem aprofundar ainda mais a experiência imersiva do visitante", assegura Ricardo Bravo, diretor-adjunto do Parque de Serralves.
Percurso noturno de 2 km pelo Parque de Serralves
Ao longo de um trajeto de 2 km, o público é incentivado a percorrer, em modo noturno - raramente visto - o exuberante paraíso botânico que tornou o parque do Porto tão popular. Entre o deslumbramento e a sobriedade, cada obra oferece um novo olhar sobre lugares que, mesmo para quem já os conhece bem, ainda guardam surpresas.
É por isso, defende Ricardo Bravo, que "cada edição é diferente da anterior". Nos meses que antecedem cada novo Serralves em Luz, Nuno Maya faz questão de atravessar o parque repetidas vezes "para se inspirar e criar novas peças, procurando sempre surpreender o público", acrescenta.
O "sol" das crianças
Entre as obras espalhadas pelo parque, uma tem um significado particular. A instalação "O meu sol" nasceu de um processo criativo desenvolvido com a colaboração de três turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental das Escolas Paulo da Gama, Pasteleira e Condominhas. Em um espaço totalmente mergulhado na escuridão, a claridade vai surgindo aos poucos graças aos "sóis" criados pelas crianças - que, segundo Serralves, são "metáforas da luz interior de cada um e da capacidade de a partilhar com os outros".
Horários de visita
O horário de entrada vai sendo ajustado conforme a duração da luz do dia. Assim, até 10 de agosto, as visitas acontecem das 21h30 à 1h. A partir do dia 11 e até o fim do mês, o início passa a ser às 21h.
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