O investidor famoso tomou uma decisão bem pensada sobre esse assunto.
No Natal, há quem passe um bom tempo quebrando a cabeça para acertar em cheio nos presentes de cada pessoa. Outros simplificam e ficam com as tradicionais “estrenas” - isto é, dinheiro entregue em espécie. O bilionário Warren Buffett deixou de fazer isso depois de perceber que o dinheiro que dava à família era gasto sem a menor cautela.
De dinheiro vivo a ações: a mudança de Warren Buffett nos presentes de Natal
Como lembrou a revista Fortune, o empresário tinha o costume de distribuir doações generosas de 10 000 dólares aos parentes nas festas, entregues em cédulas de 100 dólares. Assim que iam embora, os familiares acabavam torrando aquelas quantias sem pensar muito, algo que desagradou o CEO.
A nora dele, Mary, contou: “Então, em um Natal, encontramos um envelope com uma carta dele. Em vez de dinheiro vivo, ele tinha nos dado 10 000 $ em ações de uma empresa que ele acabara de comprar, um fundo ligado à Coca-Cola. Ele dizia que poderíamos vender ou manter.”
O efeito da estratégia e o exemplo com Wells Fargo
Depois disso, Warren Buffett manteve a mesma linha e passou a presentear a família com ações. A ideia influenciou Mary, que seguiu comprando papéis guiada pelo faro do sogro na hora de escolher. Foi o que aconteceu com a Wells Fargo, cuja capitalização avançou de forma significativa ao longo dos anos.
Warren Buffett, um homem riquíssimo e econômico
No fim das contas, essa postura do CEO combina com a fama que ele construiu. Vale lembrar que o chefão sempre foi conhecido por ser extremamente econômico, às vezes de um jeito até chamativo. Um exemplo é a preferência por refeições baratas de 4 dólares no McDonald’s.
Em certa ocasião, o bilionário foi a uma lanchonete em Hong Kong ao lado de Bill Gates. Gates ficou surpreso ao ver o colega pagar a conta (bem pequena) usando cupons de desconto.
Esse mesmo rigor aparece nas escolhas de moradia. Desde 1958, ele vive na mesma casa com cinco quartos e dois banheiros, comprada por 31 500 dólares na época. E, embora hoje a residência seja avaliada em 1,3 million de dólares, ela ainda sai muito mais em conta do que as propriedades de muitos grandes executivos norte-americanos.
E o empresário já deixou isso claro: ele “não a trocaria por nada no mundo”. Além disso, o imóvel guarda lembranças da infância dos três filhos, algo que, para ele, não tem preço. Há mais detalhes sobre o tema em uma matéria anterior.
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