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Câmara de Matosinhos planeja parque no Castro do Monte Castêlo, em Guifões

Mulher caminhando em passarela de madeira por sítio arqueológico com ruínas de pedras e árvores ao redor.

Parque para tornar o Castro do Monte Castêlo visitável

A Câmara de Matosinhos está desenvolvendo um projeto para implantar um parque nos terrenos onde fica o Castro do Monte Castêlo, em Guifões. A proposta é abrir o espaço para visitação, permitindo que a população conheça o Castro.

Recentemente, a Câmara de Matosinhos comprou a maior parte dos terrenos do Castro do Monte Castêlo e, com isso, passou a somar 6,7 hectares naquela área. Segundo o município, essa aquisição cria as condições para que o sítio arqueológico possa ser visitável e se consolide como uma referência do patrimônio arqueológico na região do Grande Porto.

"O objetivo é que as pessoas possam visitar em condições de segurança, com caminhos em condições, mas sempre com a consciência que isto é um castro e, portanto, tem de ser preservado, não será um parque de diversões. Queremos torná-lo visitável e ao fazê-lo também estamos a tornar o espaço mais seguro", afirma Fernando Rocha, vereador do Patrimônio Cultural da Câmara de Matosinhos.

Quatro frentes do projeto

O projeto está organizado em quatro ações: valorização do sítio arqueológico do Castro do Monte Castêlo, reabilitação da Fábrica da Azenha do Castêlo, estudo técnico para a futura reconstituição da Ponte Medieval de Guifões e melhoria das acessibilidades nas margens do rio Leça.

Oficina de apoio

Na intervenção prevista para a Fábrica da Azenha do Castêlo, será implantada uma nova oficina de apoio às atividades de escavação e também um novo espaço expositivo, voltado a contar a história da origem do patrimônio industrial do município, com destaque para a evolução arquitetônica da Fábrica da Azenha do Castêlo.

Além disso, o plano inclui a criação de um ponto de observação panorâmica da paisagem e a adaptação de um reservatório de água existente para funcionar como um viveiro experimental, voltado à regeneração da biodiversidade do rio Leça. "Só agora podemos fazer isso, porque até aqui estávamos condicionados por serem terrenos privados", explicou Fernando Rocha.

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