A Câmara Municipal de Lisboa firmou hoje um acordo com a Uber e a Bolt, plataformas de TVDE, que estabelece novas regras de operação e metas obrigatórias de descarbonização.
Zonas vermelhas e zonas azuis para TVDE em Lisboa
Uma das principais mudanças é a divisão do território em duas áreas com normas diferentes: as zonas vermelhas e as zonas azuis.
Nas zonas vermelhas, que incluem áreas de forte pressão turística e corredores BUS, os motoristas ficam proibidos de iniciar ou encerrar viagens. Entre os eixos contemplados estão alguns dos pontos mais emblemáticos e congestionados da cidade, como a Avenida da Liberdade, a Avenida da República, a Avenida D. João II, a Rua de São Pedro de Alcântara, a Rua do Ouro e a Rua de Belém.
Já as zonas azuis passam a funcionar como locais determinados para embarque e desembarque de passageiros, em um modelo semelhante ao que já existe no Aeroporto de Lisboa. A Praça do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, a Estação do Oriente e o Campo das Cebolas estão entre os primeiros pontos apontados para receber essas áreas.
“\“O nosso objetivo passa por assegurar a melhor coexistência possível entre todos, assim como a fluidez de trânsito\””, afirmou Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa.
Aplicação das medidas e ajustes nas plataformas
Parte das medidas pode entrar em vigor imediatamente, por meio das próprias aplicações das plataformas, sem necessidade de sinalização física ou intervenções no espaço público. “\“Nós queremos uma Lisboa cada vez mais com regras, ordenada e qualificada\””, declarou Gonçalo Reis, vice-presidente da CML e vereador da Mobilidade.
Trânsito, regras e descarbonização
Além da reorganização territorial, o acordo determina que as plataformas promovam ativamente o cumprimento do Código da Estrada pelos motoristas, com atenção especial à proibição de paradas em segunda fila, à ocupação de faixas de pedestres e à circulação indevida nas faixas BUS.
Metas de descarbonização e frota elétrica
No tema da descarbonização, ficaram definidas metas objetivas: até o fim de 2026, 60% da frota deverá ser totalmente elétrica, com a meta de chegar a 100% em 2030. Hoje, cerca de 43% dos veículos TVDE em Portugal já são elétricos.
Ainda não há um cronograma fechado para a implementação de todas as medidas previstas, mas a aplicação deverá ocorrer de forma faseada. Esse avanço pode acontecer, por exemplo, por meio de projetos piloto e em articulação com as plataformas.
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