Rendas de lojas de luxo na Avenida da Liberdade em 2025
Em 2025, as rendas de lojas de luxo na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ficaram em €1500/m2/ano, de acordo com o relatório “Global Luxury Retail Outlook”, divulgado nesta semana pela consultoria imobiliária Savills.
Segundo a mesma consultoria - que acompanha 27 localizações de luxo em escala global -, apesar de os valores terem mostrado estabilidade nos últimos anos, a projeção é que em 2026 Lisboa registre altas acima da média da Europa.
Lisboa: patrimônios elevados e mais hotéis de luxo na Avenida da Liberdade
O estudo destaca que a capital portuguesa reúne “uma forte concentração de pessoas com elevado patrimônio líquido, a par de perspectivas de crescimento positivas” e que também deve ver “aumentos significativos na oferta de hotéis de luxo”. O relatório ainda aponta para um acréscimo superior a 5000 quartos em hotéis de luxo em 2026.
Para José Galvão, líder do departamento de varejo da Savills Portugal, “sem aquela oferta hoteleira não haveria o mesmo interesse pela Avenida da Liberdade por parte das marcas de varejo de luxo”.
Mercado global e Europa: ritmo de crescimento das rendas
No panorama internacional, a renda nas principais ruas de comércio de luxo avançou 0,9% em 2025, depois de um crescimento de 6,6% em 2024. Na Europa, a alta foi de 1,2%, e em metade das principais ruas europeias de comércio de luxo a expectativa é de aumento das rendas em 2026.
Marcas de luxo não buscam outras localizações além da Avenida da Liberdade
No último trimestre de 2025, as rendas das lojas de luxo na Avenida da Liberdade estabilizaram em €1500/m2, ainda muito abaixo da líder do ranking, a Bond Street, em Londres, com €19.228/m2. Ainda assim, desde 2023 o patamar em Lisboa permanece inalterado. “Tem havido estabilidade, mas o que vai acontecer no futuro, e já com reflexo este ano, é que as rendas vão ter de aumentar”, porque há “mais procura do que oferta”, explica José Galvão.
Para este ano, o executivo prevê reajustes “mais agressivos” do que os 1,2% da média europeia em 2025. Como sinal disso, ele cita que, nos últimos dois a três anos, as marcas têm aceitado “pagarem rendas mais altas” e até desembolsar um direito de ingresso para substituir marcas com contratos longos em determinado imóvel. “A procura está focada em garantir espaço na Avenida da Liberdade. O preço é um assunto que vem depois”, afirma.
Além disso, para 2026 e 2027, está prevista a chegada de seis marcas pela primeira vez ao mercado nacional por meio da Avenida da Liberdade - como, por exemplo, a Bottega Veneta -, movimento que tende a intensificar ainda mais a pressão sobre as rendas.
“Não existem espaços disponíveis, temos muita procura por parte das marcas e quem nos dera ter mais oferta”, observa José Galvão, que conclui: “Infelizmente, o mercado de luxo também não olha para outras localizações em Portugal que não seja a Avenida da Liberdade.”
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