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Trabalhadores da Carris e da Carristur aderem à greve geral da CGTP-IN em 3 de junho contra o pacote laboral

Trabalhadores com colete refletivo e bandeiras vermelhas em protesto na frente de ônibus amarelos em parada urbana.

Greve geral da CGTP-IN em 3 de junho: adesão na Carris e na Carristur

Trabalhadores da Carris e da Carristur vão se juntar à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho, segundo uma fonte sindical ouvida pela Lusa, que informou que o aviso prévio de greve já foi entregue.

Em entrevista à Lusa, Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), relatou que a decisão de aderir à paralisação foi tomada em plenário realizado na segunda-feira.

“Foi uma decisão do plenário (...) e teve a concordância de todas as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores da Carris e Carristur”, afirmou o dirigente.

Manuel Leal acrescentou ainda que “já foi entregue o pré-aviso de adesão à greve”.

Deliberações do plenário em Miraflores e proposta de negociação

O plenário aconteceu na estação de Miraflores, no município de Oeiras, no distrito de Lisboa. Além da participação na greve geral, os trabalhadores deliberaram que seria preparada uma reformulação da proposta negocial a ser encaminhada ao Conselho de Administração, de acordo com Manuel Leal.

Segundo o sindicalista, “Decidiram uma proposta unificada e definitiva quanto às atualizações salariais e ao subsídio de refeição, que não aceitam sejam inferiores ao ano passado, 70 euros e 82 cêntimos por dia, respetivamente”.

Se esse objetivo não for alcançado, os sindicatos receberam mandato para “dar continuidade às formas de luta”, disse Manuel Leal. Ele afirmou também que já foi solicitada ao Conselho de Administração uma reunião “com caráter de urgência”.

Reuniões com a Câmara Municipal de Lisboa e questões salariais na Carris

Manuel Leal informou ainda que será pedido um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, uma vez que a Carris está sob tutela do município, além de uma reunião com os deputados municipais.

Hoje, conforme apontou o dirigente, os trabalhadores da Carris têm duas tabelas salariais: uma aplicável exclusivamente ao pessoal da área do tráfego e outra destinada aos profissionais dos demais setores, situação que, segundo ele, “provoca um desnível em termos das profissões”.

De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a proposta apresentada pelo Conselho de Administração da Carris na última reunião, em 18 de março, limitou-se “a uma proposta plurianual para um horizonte de quatro anos, com uma atualização salarial baseada no valor anual da inflação, acrescido de 1%, com um mínimo de 60 euros, assim como a síntese das matérias de natureza não pecuniária, que a empresa diz terem sido objeto de acordo e que foram enviadas aos sindicatos no final do mês de abril”.

A Carristur, controlada em 100% pela Carris - Companhia Carris de Ferro de Lisboa (operadora de transporte público em Lisboa), atua em serviços de turismo e de formação, além de oferecer aluguel de elétricos históricos exclusivos em Lisboa, embarcações para cruzeiros no rio Tejo e ônibus para todo o território nacional.

A CGTP-IN apresentou um aviso prévio de greve geral para 3 de junho contra as mudanças na lei trabalhista, depois de as negociações com o Governo terem sido encerradas sem acordo.

Na semana passada, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da legislação trabalhista, que agora seguirá para debate no parlamento.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em coletiva de imprensa, uma semana após o Governo ter dado por terminadas, sem entendimento na Concertação Social, as negociações sobre as alterações na legislação trabalhista.

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