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Câmara do Porto mantém 202 árvores e transplanta 36 na segunda fase do metrobus

Dois trabalhadores plantam árvore na calçada de rua com ônibus ao fundo durante o dia.

A Câmara do Porto informou nesta terça-feira que, durante a obra da segunda fase do metrobus, vai preservar 202 árvores e transplantar 36, dentro de um universo total de 275 exemplares abrangidos pela intervenção.

De acordo com o comunicado do município, o plano inclui ainda o plantio de 452 novas árvores, com a expectativa de que a versão final do projeto chegue a 690 exemplares.

A segunda fase do metrobus fará a ligação entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a Anémona.

Plano de arborização e transplante de árvores do metrobus

A administração municipal liderada por Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, afirma que os primeiros transplantes começam na quarta-feira, quando "será deslocada uma 'magnolia grandiflora'" para perto do cruzamento com a Rua Jorge Reinel e uma "'jacaranda ovalifolia'" para a zona do cruzamento com a Avenida Dr. Antunes Guimarães, em ambos os casos para locais próximos dos pontos atuais.

O município acrescenta que "O processo inclui, ainda, a transplantação de duas 'tilia platyphyllos', que se encontram junto ao estacionamento da Avenida do Parque, para o cruzamento da Avenida da Boavista com a Rua de Tanger e Avenida Dr. Antunes Guimarães. Dez 'ceiba speciosa' irão passar para um local mais abrigado numa peça verde junto à Rua Baltazar Falcão e quatro 'metrosideros excelsa' vão ganhar espaço junto à Praia das Pastoras".

Traçado, corredor da Avenida da Boavista e ajustes na segunda fase

Em 18 de dezembro, após a assinatura do memorando de operação da primeira fase (Casa da Música – Império), o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, declarou em coletiva de imprensa que a obra da segunda fase deverá ficar concluída em agosto e que haverá mais áreas verdes.

Na mesma ocasião, ao comentar as alterações previstas para a segunda etapa - que incluem, na Avenida da Boavista, a manutenção do canteiro central junto ao Parque da Cidade e a passagem dos ônibus não em via exclusiva, mas compartilhando a faixa com os automóveis - o presidente da Câmara do Porto referiu que esse corredor central pode, inclusive, ser ampliado.

"Em toda essa zona vai ser respeitado aquilo que é o enquadramento paisagístico que já temos hoje na fase do Parque da Cidade, podendo mesmo alargar esse mesmo corredor central que está a ser fruído pelos portuenses através de uma ciclovia e de um espaço pedonal que é utilizado com muita frequência", afirmou Pedro Duarte na data.

Histórico das obras, operação e custos do Metrobus do Porto

A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, foi finalizada no verão de 2024, e a operação teve início em 29 de fevereiro deste ano.

As intervenções da segunda fase - que chegaram a ser interrompidas pela nova administração da Metro do Porto em outubro - foram retomadas em 3 de novembro de 2025 na Avenida da Boavista, no trecho entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura.

Os trabalhos desta segunda etapa começaram em 22 de setembro de 2025, no corredor de ônibus dedicado da Avenida da Boavista, no segmento entre a Rua Jorge Reinel e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, e enfrentaram contestação tanto de candidatos à presidência da Câmara quanto de moradores, sobretudo por causa da supressão de árvores.

O metrobus do Porto será um serviço de ônibus a hidrogênio que conectará a Casa da Música à Praça do Império e, na segunda fase, também à Anémona, com tempos de viagem de 12 e 17 minutos, respectivamente.

O conjunto de veículos e o sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros. Já a execução da obra do metrobus tem custo estimado em cerca de 76 milhões de euros.

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