Caso confirmado de infecção pelo hantavírus no Canadá
A agência de saúde pública do Canadá informou neste domingo a confirmação de um caso de infecção pelo hantavírus em uma pessoa que viajou no navio de cruzeiro Hondius.
Em nota, o órgão detalhou que a pessoa infectada foi internada na quinta-feira na região da Colúmbia Britânica e que o marido, que também estava entre os passageiros do navio, testou negativo para o vírus.
"Até ao momento nenhum outro caso foi identificado. (...) O risco global para a população no Canadá, relacionado com o surto do hantavírus associado ao navio de cruzeiro Hondius, continua a ser baixo", destacou a agência de saúde canadense.
Surto no navio de cruzeiro Hondius
No cruzeiro onde foi registrado um surto de hantavírus - que zarpou da Argentina em 1º de abril - estavam quatro cidadãos canadenses, entre os 88 passageiros e 61 tripulantes.
Desde que o surto ligado à variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2 de maio, oito casos de infecção foram confirmados em laboratório e três mortes foram registradas.
Avaliação de risco feita pela OMS
Para a OMS, o risco é moderado para ex-passageiros e para a tripulação do navio de cruzeiro - onde o vírus foi detectado inicialmente - e baixo para o restante da população mundial.
Origem do surto e informações sobre incubação
A origem desse surto de hantavírus ainda não foi determinada. No entanto, de acordo com a OMS, a primeira contaminação provavelmente aconteceu antes do início da expedição, em 01 de abril, já que o primeiro passageiro a morrer - um holandês de 70 anos - apresentou sintomas em 06 de abril.
O período de incubação do vírus varia de uma a seis semanas. Não há vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode causar uma síndrome respiratória aguda.
Segundo a OMS, a taxa de letalidade - percentual de pessoas doentes que morrem após contrair a infecção - nesse surto é, neste momento, de 27%.
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