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Eve Air Mobility instala software aprimorado e prepara voo de transição no terceiro trimestre de 2026

Dois técnicos usando tablets fazem manutenção em helicóptero elétrico branco em pista de aeroporto.

Depois de uma etapa inicial de ensaios bastante intensa, a Eve Air Mobility começou a instalar uma versão aprimorada do software de controle de voo no seu demonstrador de táxi aéreo e, antes de voltar a voar, está conduzindo verificações e avaliações em solo. A empresa prevê iniciar os voos de “transição” no terceiro trimestre de 2026.

Resultados da campanha inicial de voos

Desde a estreia em dezembro, o demonstrador realizou 59 voos e acumulou aproximadamente 2,5 horas de operação no ar. Nessa fase, atingiu altitudes de até 215 pés (cerca de 65,5 m) e chegou a 30 nós (aproximadamente 55,6 km/h). De acordo com o CEO Johann Bordais, os dados obtidos ficaram acima do esperado, especialmente no desempenho dos motores e da bateria.

Durante os testes, a aeronave validou funções como o pouso automático, executado de ponta a ponta pelo sistema fly-by-wire. Também completou manobras mais exigentes em múltiplas direções, ampliando de forma gradual o seu envelope operacional.

Ainda nessa campanha, a equipe identificou um comportamento diferente quando o veículo opera na região de efeito solo. Mesmo assim, a Eve indicou que essa observação não provocou atrasos no cronograma do programa.

Eve Air Mobility: testes em solo e atualização do software de controle de voo

Com 72% de participação da Embraer, a Eve avançou para a etapa de testes em solo. O foco, agora, está na implantação do software aperfeiçoado, na análise das leis de controle e na revisão de itens do demonstrador, incluindo o propulsor traseiro, os atuadores e as superfícies de comando.

O táxi aéreo é configurado com oito hélices de sustentação instaladas em braços nas asas, além de um propulsor de empuxo com motores elétricos duplos.

Próximos marcos: voo de transição, falhas e protótipo

No terceiro trimestre, a empresa pretende executar o voo de transição - a mudança gradual do voo vertical, sustentado pelas hélices, para o voo horizontal em que as asas passam a sustentar a aeronave. O objetivo é ultrapassar 85 nós (cerca de 157,4 km/h), momento em que toda a sustentação virá das asas.

Concluir essa transição com sucesso é apontado como um marco relevante por demonstrar que a aeronave consegue realizar a manobra que sustenta o seu modelo de negócios. Entre as empresas que já realizaram voos de transição estão Archer Aviation, Beta Technologies, Joby Aviation e Vertical Aerospace.

Depois disso, a campanha de testes deve se concentrar na forma como a aeronave responde a falhas em motores e sistemas. A avaliação final do demonstrador está planejada para o quarto trimestre e servirá como referência para o desenho do modelo de produção.

A montagem do primeiro protótipo também está prevista para o quarto trimestre, e o voo inaugural é esperado para o início do segundo semestre de 2027.

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