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HiFly anuncia morte de Paulo Mirpuri, fundador e presidente

Homem de terno azul segura documentos em aeroporto, com avião HIFLY ao fundo durante o dia.

A companhia aérea portuguesa HiFly informou neste domingo, 3 de maio, a morte de Paulo Mirpuri, fundador e presidente do grupo. O falecimento, ocorrido no sábado (2), encerra um ciclo marcante para a transportadora e é visto como uma perda relevante para a aviação em escala global. Mirpuri também esteve por trás da criação da Air Luxor, em 1988.

HiFly confirma a morte de Paulo Mirpuri

Em nota oficial, a HiFly ressaltou que Mirpuri foi mais do que um dirigente: dentro da empresa, era reconhecido como uma referência inspiradora. De acordo com o comunicado, ele deixa um legado duradouro para todos que conviveram e trabalharam com ele ao longo dos anos.

Trajetória na aviação antes da fundação da HiFly

A atuação de Paulo Mirpuri no setor aeronáutico começou ainda nos anos 1990, quando se envolveu inicialmente em iniciativas ligadas à consultoria, ao leasing e à gestão de aeronaves. Essa base de experiência nessas frentes abriu caminho para o passo seguinte: a criação da HiFly, em 2005.

Modelo ACMI (wet lease) e expansão da frota

Desde o início, a companhia foi estruturada como uma operadora global especializada em arrendamento com tripulação (ACMI), modelo em que a empresa fornece aeronaves prontas para operar - com tripulação, manutenção e seguros incluídos - a companhias aéreas, governos e organismos internacionais que precisam de capacidade adicional ou da substituição temporária de frota.

Sob a liderança de Mirpuri, a HiFly passou a ser uma referência mundial no segmento ACMI (Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro). A empresa operou aviões de grande porte e fuselagem larga, como o Airbus A330 e o A340, e depois ampliou sua frota com o emblemático A380, tornando-se a primeira operadora de segunda mão desse modelo - um marco que reforçou seu protagonismo no mercado.

Inovação, sustentabilidade e atuação durante a COVID-19

A estratégia de Mirpuri também apareceu em iniciativas consideradas inovadoras, como a retirada do plástico descartável a bordo dos voos da HiFly, acompanhando o avanço das preocupações ambientais. Já durante a pandemia de COVID-19, a companhia ganhou projeção internacional ao empregar o A380 em operações especiais de repatriação e no transporte de suprimentos.

Além do trabalho à frente da empresa, Mirpuri era ligado à Mirpuri Foundation, entidade voltada ao financiamento de projetos ambientais, científicos e sociais. A fundação costumava impulsionar campanhas globais por meio de pinturas especiais em aeronaves da HiFly, usando a frota como vitrine para a defesa de causas humanitárias e ambientais.

Até o momento, a empresa não divulgou detalhes sobre a sucessão na presidência nem sobre eventuais alterações na estrutura de comando.

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