Pular para o conteúdo

Ônibus desgovernado da Carris Metropolitana mata duas mulheres em Agualva-Cacém, Sintra

Mulher coloca flores em memorial improvisado na calçada, com fotos, velas e flores ao lado da rua movimentada.

Um ônibus desgovernado da Carris Metropolitana atropelou e matou duas mulheres, entre 30 e 40 anos, que aguardavam o transporte na parada em Agualva-Cacém, no município de Sintra. O caso aconteceu por volta das 9h40 desta terça-feira e deixou ainda 16 feridos leves, que foram levados para os hospitais Amadora-Sintra e São Francisco Xavier, em Lisboa.

Acidente com ônibus da Carris Metropolitana em Agualva-Cacém, Sintra

Uma fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que o alerta sobre a saída de pista e o atropelamento foi registrado às 9h42, na Rua Elias Garcia, na União de Freguesias de Agualva e Mira-Sintra, no município de Sintra.

De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as vítimas fatais foram duas mulheres entre 30 e 40 anos atingidas pelo ônibus após o despiste, enquanto esperavam na parada de ônibus. Depois do sinistro, a estação foi fechada, e as causas do acidente estão sob apuração da brigada de acidentes da PSP de Lisboa.

Socorro no local e situação do trânsito

"O acidente envolveu um autocarro de passageiros e várias pessoas que estavam junto à paragem. O autocarro despistou-se e colheu duas pessoas, duas vítimas mortais. (...). Temos confirmados 20 feridos. Isolámos a área. Várias corporações de bombeiros e psicólogos estão no local a assistir vítimas e familiares", declarou o comandante da divisão da PSP de Sintra, Francisco Alves, aos jornalistas no local do acidente. "As duas vitimas mortais estavam a aguardar pelo autocarro quando foram colhidas. O motorista do autocarro está a ser assistido no local".

Às 10h50 desta terça-feira, trabalhavam na ocorrência 35 agentes dos bombeiros de Agualva-Cacém, Belas e Queluz e da PSP, com apoio de 16 veículos - incluindo duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) dos hospitais Amadora-Sintra e S. Francisco Xavier. Também foi deslocada para a área uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência.

No começo da tarde, a PSP comunicou que o trânsito já fluía naquela região, com exceção do túnel de acesso à estação de trens onde ocorreu o atropelamento.

"Quem perdeu a vida era gente de trabalho"

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, interrompeu a reunião do Executivo assim que recebeu a "trágica notícia da perda de vidas" para acompanhar de perto as operações de socorro no local e manifestou pesar pelo acidente, que vitimou duas mulheres no terminal rodoviário.

"Quero é lamentar a perda de duas vidas e um conjunto de feridos, deixar às famílias um voto de solidariedade da parte da Câmara Municipal de Sintra e dizer que podem contar com a Câmara nos dias agora que se seguem e que têm pela frente", disse Marco Almeida aos jornalistas no local.

Abalado, o prefeito afirmou querer registrar "uma palavra de profundo agradecimento" às equipes de resgate e de segurança presentes. "Eu queria deixar ficar uma nota: quem perdeu a vida era gente de trabalho e isso custou muito", declarou, acrescentando que a Câmara de Sintra "mobilizou todos os meios" e que, inclusive, servidores municipais foram até o terminal para religar a ventilação, que estava "desligada há vários anos".

"É inaceitável e teve de ser uma equipa da Câmara a deslocar-se ao local para ligar a ventilação, porque estão muitos homens e muitas mulheres lá dentro a socorrer as vítimas e a prestar um socorro permanente. Não deixo de registar este facto. É lamentável que este terminal tenha a ventilação desligada há algum tempo", criticou o social-democrata. O presidente da República, António José Seguro, telefonou a Marco Almeida para se inteirar do que ocorreu e apresentar condolências às vítimas.

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), responsável pela gestão da Carris Metropolitana, também lamentou o episódio, destacando que "as causas serão determinadas pelas entidades responsáveis pela investigação" e que só divulgará novos detalhes quando houver informação confirmada. No momento, a TML diz estar "em permanente articulação com o operador Viação Alvorada, os serviços de emergência e as autoridades competentes", colaborando "para o apuramento das circunstâncias do acidente".

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário