As Linhas de Nazca seguem intrigando a arqueologia: graças a drones, pesquisadores localizaram figuras colossais que permaneceram ocultas por séculos, reforçando um dos grandes enigmas da história antiga.
Como as novas figuras ampliam o mistério das Linhas de Nazca?
O emprego de drones tornou possível encontrar novos geoglifos no deserto do sul do Peru, trazendo à tona desenhos de animais e humanoides que, ao nível do chão, não conseguem ser reconhecidos.
Esses achados ampliam o que se sabe sobre esse patrimônio arqueológico e indicam que, apesar de décadas de estudos conduzidos por especialistas, a área ainda guarda muito a revelar.
Por que essas imagens ficaram escondidas durante tanto tempo?
Vistos do solo, os traços se parecem com sulcos rasos dispersos pela paisagem árida. É apenas quando observados de grandes alturas que passam a formar figuras gigantescas e cuidadosamente planejadas.
Com a tecnologia dos drones, tornou-se viável registrar com alta precisão setores de difícil acesso, permitindo identificar desenhos que escaparam à observação ao longo de quase um século de investigações.
Quem criou as Linhas de Nazca ainda é uma pergunta sem resposta?
Arqueólogos estimam que os geoglifos tenham sido feitos entre 200 a.C. e 700 d.C. por uma civilização anterior ao Império Inca, embora o objetivo dessas marcas continue sem uma explicação conclusiva.
Há teorias que apontam para cerimônias religiosas, observações astronômicas e rituais associados à água, mas nenhuma delas foi confirmada de maneira definitiva até hoje.
Como são as impressionantes figuras desenhadas no deserto?
O conjunto das Linhas de Nazca reúne uma grande diversidade de formas, o que ajuda a dimensionar a escala desse sítio arqueológico. Entre os desenhos mais conhecidos, estão:
- Beija-flor com traços simétricos.
- Aranha estilizada de grandes proporções.
- Gato com cauda semelhante à de um peixe.
- Humanoides gravados nas encostas.
- Trapézios, espirais e zigue-zagues espalhados pela planície.
- Linhas retas que ultrapassam 24 quilômetros de extensão.
Essas composições atravessam morros, ravinas e trechos irregulares sem perder o alinhamento, evidenciando um nível notável de planejamento e execução para o período.
A tecnologia pode revelar ainda mais segredos do deserto peruano
De acordo com o arqueólogo Masato Sakai, da Universidade de Yamagata, foram necessários quase cem anos para catalogar cerca de 430 geoglifos figurativos já conhecidos pelos pesquisadores.
Com o avanço de drones, inteligência artificial e novos métodos de mapeamento, especialistas avaliam que outras figuras podem aparecer, mantendo as Linhas de Nazca entre os sítios arqueológicos mais fascinantes do planeta.
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