O que um caleidoscópio em escala monumental pode dizer sobre o horizonte de Nova York? A explicação está na etapa mais recente do Edge NYC, o observatório do complexo Hudson Yards, que acaba de estrear um circuito com sete instalações imersivas distribuídas por diferentes níveis da atração.
Desde que abriu, em 2020, o Edge ficou marcado pelo deck externo ao ar livre, suspenso sobre Manhattan. Agora, além do mirante, o local passa a dar mais peso ao percurso em áreas internas, com ambientes que evocam as luzes, os sons e o ritmo da cidade - combinando reflexos, projeções, trilhas sonoras e participação do público.
Nova fase do Edge NYC no Hudson Yards
Esta é a maior atualização do espaço desde a inauguração. As novas áreas foram concebidas pelos estúdios Moment Factory, SOFTlab e Journey e ocupam o caminho que começa na entrada, no quarto andar, e segue até o observatório no centésimo piso.
Instalações que mudam ao longo do dia
A ideia é que cada ambiente se transforme conforme as horas passam e também reaja à presença dos visitantes. Assim, luz, cor e som variam de acordo com o horário e com a circulação de pessoas.
Do Prism ao 100º andar
O percurso se inicia no Prism, instalação que usa imagens de Nova York convertidas em padrões e cores, projetadas por todo o espaço. Na sequência, aparece o Pulse, composto por 450 esferas luminosas que alteram suas tonalidades conforme os movimentos ao redor.
O caminho inclui ainda o Skyrise, um elevador com recursos audiovisuais que recria a sensação de subir 100 andares em menos de um minuto. Ele funciona como uma prévia do trajeto que leva ao observatório.
Em seguida, o Reflections se espalha por dois níveis e reúne 200 painéis espelhados móveis. À medida que o público atravessa o ambiente, os painéis acompanham os deslocamentos e acionam diferentes sequências de iluminação.
Entre os pontos centrais da nova etapa está o Kaleidoscope. Apresentado como o maior caleidoscópio de Nova York, o espaço foi organizado em quatro zonas e mistura espelhos, música e iluminação para criar composições visuais que mudam entre manhã, tarde, pôr do sol e noite.
Cristais, arranha-céus e novidades na gastronomia
Outra parada do circuito é o Crystal Cave, formado por uma “cobertura” de cristais com cerca de 7,5 metros de altura. De dia, a estrutura conversa com a luz natural; à noite, passa a receber intervenções luminosas próprias.
A última instalação é a Infinite City, com 18 colunas inspiradas nos arranha-céus nova-iorquinos. As superfícies refletem recortes da paisagem em volta e respondem à movimentação dos visitantes com efeitos sonoros e visuais.
As adições internas se somam ao deck externo já conhecido, com piso de vidro suspenso e vista de 360 graus de Manhattan. Mesmo com a ampliação da experiência, o espaço continua funcionando normalmente.
A renovação também mexe com a oferta gastronômica. O restaurante Peak com Priceless ganhou novos interiores, enquanto o Avenue Sky Lounge passa a ocupar o nível 101. O observatório segue com o Skyline Bar & Café e com a programação do Marquee Skydeck, série sazonal de eventos na área externa.
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