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Castlelake insiste em comprar a EasyJet após oferta de mais de 5 bilhões de euros

Mulher em terno analisando gráficos com avião EasyJet ao fundo na janela do aeroporto.

A companhia aérea low-cost recusou, pela terceira vez, uma proposta de compra - mesmo com um valor considerado altíssimo.

O fundo de investimento norte-americano Castlelake segue determinado. Há várias semanas, esse investidor especializado em aviação - atuando sobretudo como arrendador de aeronaves e financiador de companhias aéreas - avalia assumir o controle da EasyJet. Do outro lado, a empresa britânica dá sinais claros de que não pretende facilitar.

Três propostas em dez dias

Nos últimos dez dias, o Castlelake apresentou 3 "propostas indicativas não vinculantes" para adquirir a EasyJet. A companhia rejeitou todas. Ainda assim, a oferta mais recente ficou acima de 5 bilhões de euros.

Com o relógio correndo, o Castlelake tem até o fim desta semana para formalizar uma proposta firme ou abandonar o processo de vez.

EasyJet: compra ou não compra?

Tic-tac… o Castlelake tem apenas mais 4 dias para, potencialmente, comprar a EasyJet. E não é por falta de tentativa de conquistar a companhia aérea low-cost. Neste sábado, 20 de junho de 2026, o fundo norte-americano apresentou uma proposta que avaliava o grupo britânico em mais de 5 bilhões de euros, com preço de 625 pence por ação.

Diante de mais uma recusa do conselho de administração da EasyJet, o Castlelake decidiu tornar pública a oferta. No documento, o fundo afirma querer dar aos acionistas da companhia a chance "de examinar seus méritos". Na prática, a estratégia é apostar no incômodo e na insatisfação dos acionistas para pressionar a EasyJet a ceder antes do prazo final.

O investidor também sustenta que sua proposta mais recente "se compara favoravelmente ao valor atual" da cotação da ação da EasyJet, "mesmo supondo que a companhia alcance seu objetivo ambicioso de gerar mais de 1 bilhão de libras de lucro antes de impostos no médio prazo".

Reação do mercado e do preço das ações

Após a primeira demonstração de interesse do Castlelake, no início de junho, a ação da EasyJet havia saltado 10%. Já esta terceira proposta - apesar de rejeitada - contribuiu para uma alta de 3,31% na Bolsa nesta segunda-feira, 22 de junho, por volta das 10h.

A companhia aérea low-cost critica "o caráter oportunista do calendário, já que a ação da EasyJet está temporariamente pressionada devido à situação atual no Oriente Médio e ao seu impacto na confiança dos clientes e nos preços do querosene de aviação". Resta saber se o Castlelake conseguirá fazer a EasyJet recuar até esta sexta-feira, 26 de junho, com uma quarta proposta - que, desta vez, seria a definitiva.

O que está em jogo para a EasyJet na União Europeia

Uma compra da EasyJet não aconteceria sem efeitos relevantes. Estão em jogo trinta anos de história europeia. A EasyJet é uma companhia aérea britânica e figura entre as pioneiras das viagens aéreas acessíveis na Europa.

Além do legado nitidamente europeu, há também o tema regulatório: para manter os direitos de voo na União Europeia, as companhias aéreas precisam ser controladas majoritariamente por interesses europeus.


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